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Arquivo: Edição de 03-07-2009

Opinião

No Luxemburgo os portugueses estão entre os mais discriminados



Uma em cada quatro pessoas diz já ter sido vítima de discriminação no pequeno país do Luxemburgo. Os jovens e os portugueses são os que sentem mais a exclusão.


Este é o que a maioria dos portugueses constata e também a realidade após o inquérito realizado nas sondagens pelo instituto luxemburguês encarregado pela igualdade de tratamento (CET).


O inquérito sobre estas sondagens foi realizado junto de 1.000 pessoas. O estudo é mais que claro neste evento: “28% dos inquiridos sentiu-se vítima de discriminação durante os últimos três anos e 26% diz ter sido testemunha de discriminação”.


“É muito”, afirma Patrick De Rond, presidente do CET. e acrescenta: “Entre estes, a grande maioria (53%) nada fizeram contra os provocadores, aceitando assim serem vítimas humildes ou testemunhas”.


“Esta não é a solução a adoptar”, salienta o presidente do CET, “mesmo sendo esta opção muitas vezes escolhida por medo de repressão”. No final, “isso deixa marcas: as pessoas sofrem”, diz. As consequências pessoais mais referidas são “rancor, má disposição e stress” e ainda “perda de confiança em si mesmo”.


Outra conclusão que se pode frisar deste inquérito é que os jovens se sentem bastante mais discriminados – 35% entre os 15 e os 24 anos. Charles Margue, director do TNS, explica que “os seus sentimentos de igualdade e de equidade são, muito sensíveis ao facto de se sentirem correctamente tratados”.


Entre os portugueses, 33% sentem-se mais discriminados. Origem étnica, nacionalidade e sexo são, nesta ordem, os três motivos de discriminação mais citados pelos inquiridos.


O centro CET, nasceu em 2008, e tem por missão ajudar as pessoas confrontadas com qualquer tipo de discriminação. Por isso, se você está a ser discriminado, pode recorrer a este centro para que os seus direitos sejam tratados e respeitados, ganhando justa causa.


Porque se você continua a calar-se e a dar razão aos abusadores e discriminadores, nunca serão reconhecidos os seus direitos de igualdade perante a justiça social e a liberdade. Não se esqueça que a lei está do seu lado.


Alguns governos criaram consensos para que os seus cidadãos tivessem os mesmos direitos, e esses fossem respeitados, portanto só há um caminho; o da verdade e da promessa dos homens. Você é um homem livre e tem direitos, mesmo que só tenha a roupa do corpo encostada à sua pele. Por isso não se esqueça que quem cala, consente.

Por: Antero Fernandes Monteiro

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